Palete com etiqueta SSCC ampliada mostrando o código GS1-128 Rastreabilidade

O que é SSCC e por que rastrear o estoque por palete

Controlar estoque "por produto" diz quanto você tem. Controlar "por palete" diz qual palete é, de que lote, onde está e por onde passou. Essa diferença é a distância entre um inventário e uma rastreabilidade — e o SSCC é o código que torna a segunda possível.

SSCC em uma frase

SSCC (Serial Shipping Container Code) é um número de 18 dígitos, do padrão internacional GS1, que identifica de forma única uma unidade de manuseio: um palete, uma caixa, um contêiner. Não identifica o produto (isso é o GTIN, o código de barras da embalagem) — identifica aquele volume específico. Dois paletes idênticos do mesmo produto e lote têm SSCCs diferentes.

Como o número é montado

Os 18 dígitos seguem uma estrutura fixa:

  • Dígito de extensão (1 dígito) — livre, usado para ampliar a capacidade de numeração;
  • Prefixo GS1 da empresa (7 a 10 dígitos) — obtido junto à GS1 Brasil, identifica quem gerou a etiqueta;
  • Número serial (o restante até completar 17) — sequencial, um por volume;
  • Dígito verificador (1 dígito) — calculado dos anteriores, para o leitor detectar erro de leitura.

Na etiqueta, o SSCC vai num código de barras GS1-128 precedido do identificador de aplicação (00) — é isso que diz ao leitor "o que vem a seguir é um SSCC". Qualquer coletor do mercado entende esse padrão, e é por isso que a etiqueta que você cola no palete pode ser lida pelo seu cliente, pela transportadora e pelo destinatário final.

Configuração de geração de SSCC no SWMS: prefixo GS1, dígito de extensão e próximo serial
Geração de SSCC no padrão GS1: prefixo da empresa, serial sequencial e dígito verificador — o sistema calcula e imprime.

O que muda quando cada palete tem identidade

Recall e auditoria em minutos

Um lote com problema? Com rastreabilidade por SSCC você lista quais paletes daquele lote entraram, onde cada um está agora e para quais clientes os que já saíram foram expedidos. Sem isso, a resposta é "temos 300 unidades desse lote em algum lugar" — inútil para uma auditoria sanitária ou um cliente pedindo o histórico.

Picking sem ambiguidade

Na posição há dois paletes do mesmo produto, lotes diferentes, e a regra FEFO manda pegar o que vence primeiro. Como o operador sabe qual é? Bipando o SSCC: o sistema esperava o 0061414100000104 e recusa qualquer outro. Sem SSCC, "pegue o palete da esquerda" é o máximo de precisão possível.

Recebimento parcial e divergência automática

Chegaram 10 paletes de um pedido de 12? Cada um vira uma instância com sua quantidade; a soma é comparada ao pedido e a divergência aparece sozinha — sem contar caixa por caixa no fim.

Kardex que conta a história completa

Cada movimento — recebido, armazenado em tal endereço, transferido, separado, expedido — fica registrado no SSCC. É o extrato bancário do palete: você abre e vê a vida inteira dele.

"Mas meu fornecedor não manda etiqueta SSCC." Comum. Nesse caso o WMS gera o SSCC no ato do recebimento e imprime a etiqueta — em qualquer impressora comum, pelo navegador. O palete ganha identidade na porta do armazém, e o restante da operação é igual.

Preciso da GS1 para usar SSCC?

Para etiquetas que circulam fora da sua empresa (vão para clientes, transportadoras, varejo), sim: o prefixo GS1 garante que seu número não colide com o de mais ninguém no mundo — e a filiação à GS1 Brasil é acessível para PMEs. Para uso interno, dá para operar com uma faixa própria, mas a recomendação é já nascer no padrão: quando o cliente grande exigir SSCC na entrega (e vai exigir), sua operação não muda nada.

Rastreabilidade por SSCC desde o primeiro palete

No SWMS cada volume recebido vira uma instância rastreável — SSCC, lote, validade, quantidade e localização — com etiqueta GS1-128 gerada e impressa pelo próprio sistema, e kardex completo de cada palete. A partir de R$ 990/mês.

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