Como receber mercadoria com NF-e sem digitação (XML e SEFAZ)
O caminhão chegou, o motorista entregou o DANFE, e agora alguém vai digitar 40 itens da nota no sistema — código, descrição, quantidade, lote — antes de a conferência começar. É lento, e cada linha digitada é uma chance de erro que vai virar divergência lá na frente. Não precisa ser assim: tudo o que você digitaria já está na NF-e, em formato que o sistema lê.
O que a NF-e já traz pronto
O XML da nota fiscal eletrônica é um arquivo estruturado que contém, entre outras coisas:
- Emitente — CNPJ, razão social e endereço do fornecedor;
- Itens — código do produto no fornecedor, descrição, unidade, quantidade e valor;
- GTIN (código de barras) de cada item — a chave para casar com o seu cadastro;
- Rastreabilidade — para produtos que exigem, o número do lote, data de fabricação e validade.
Ou seja: fornecedor, produtos, quantidades e lotes — exatamente o que o pedido de entrada precisa. O trabalho do WMS é ler isso e montar o pedido sozinho.
Dois caminhos para importar
1. Upload do XML
O fornecedor manda o XML por e-mail (é obrigação dele) ou o seu ERP já o tem. Você faz o upload no WMS, e o sistema: localiza o fornecedor pelo CNPJ (cadastrando automaticamente se for novo), casa cada item pelo GTIN com o seu produto, traz quantidades e lotes, e apresenta uma tela de conferência para você confirmar antes de gravar. Simples e funciona sempre que o arquivo está à mão.
2. Direto da SEFAZ, pela chave do DANFE
E quando o XML não chegou? O DANFE — o papel que veio com a carga — tem um código de barras com a chave de acesso de 44 dígitos. Bipe esse código no WMS e ele baixa o XML diretamente da SEFAZ, usando o certificado digital A1 da sua empresa. Sem arquivo, sem e-mail, sem esperar o fornecedor. O restante do fluxo é idêntico: conferência e pedido pronto.
Requisito para a SEFAZ: certificado digital A1 (arquivo .pfx) da empresa destinatária, cadastrado no WMS. Vale para NF-e emitidas contra o seu CNPJ. É o mesmo certificado que sua contabilidade usa — normalmente já existe.
Da nota ao palete: o que acontece depois
Importar a nota é só o começo — a graça é o que ela destrava:
- Pedido de entrada criado com todos os itens, sem digitação, e com proteção contra importar a mesma nota duas vezes;
- Liberação para conferência — o gestor libera, e o pedido aparece na fila do coletor;
- Recebimento por palete — para cada volume descarregado, o operador bipa (ou gera) o SSCC e informa quantidade; lote e validade já vêm da nota, só confirmar. Vários operadores podem descarregar o mesmo caminhão ao mesmo tempo, sem conflito;
- Divergência automática — o sistema compara o recebido com o pedido e aponta o que faltou ou sobrou;
- Armazenagem dirigida — cada palete recebe a sugestão de endereço, e o pedido é concluído sozinho no último palete guardado.
Quanto tempo isso economiza
Faça a conta na sua operação: quantos minutos leva para digitar uma nota média? Multiplique pelas notas do mês. Depois some as horas gastas corrigindo divergências que nasceram de digitação errada. Em armazéns que recebem 10 ou mais notas por dia, é comum a importação sozinha liberar meio turno de uma pessoa — e zerar uma classe inteira de erro de estoque.
Bipe o DANFE e o pedido nasce pronto
O SWMS importa NF-e por XML ou direto da SEFAZ, casa produtos pelo GTIN, traz lotes e validades e conduz o recebimento por palete no coletor. A partir de R$ 990/mês.
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